
E aeee pessoas cativantes! (como diria uma guria do chat de Fringe) Pois é, não morri. Ou morri? Sei lá. Fringe acaba com minha vida – fato. Anyway, como prometido, estou aqui pra falar de The Bishop Revival e Jacksonville, os últimos episódios antes do hiatus massacrante entre fevereiro e abril. Fringe está de volta, então eu estou também. Durante esse tempo vazio da minha vida eu não fiz praticamente nada. Sedentária é um adjetivo fraco pra me descrever nesse tempo. Mas graças a Deus e ao querido JJ, meu seriado favorito, motivo de minha insônia e assunto de meus sonhos, retornou – com força total, devo dizer. Porem isso é assunto pra outro post.
Estou pensando em usar essa budega mais freqüentemente. É pra isso que eu criei, não foi? E até parece que minha ‘agenda’ está tão lotada assim... Eu tenho o terrível defeito de começar as coisas e não terminar, então eu realmente não tenho uma rotina. Exceto entrar no twitter e orkut e MSN :D Minha mana está de volta da Argentina – nunca mencionei aqui, mas toda a família do meu pai (inclusive ele) são hermanos. A.K.A: Arrentinos! ARRIBA! A pirralha querida da minha sobrinha voltou também, e agora a casa ta cheia. Isso me animou pra caramba, desde que eu também sou uma pessoa muito dependente de convívio social, ou em simplórias palavras: carente. Minhas amigas andam bastante ocupadas com a escola/faculdade/trabalho e eu não tenho visto elas muito, em compensação fiz novas amizades pela Internet e é aqui que Fringe entra de novo.
Bom, Peter e Olívia. Ah, esses dois, vou te contar...
Em The Bishop Revival há uma cena muito intrigante e bonita, mas, surpreendentemente, não entre nossos dois heróis. Walter convenceu Peter a deixá-lo dirigir em troca de ter aulas de vôo e imaginem o que o cientista aprontou. Como se não bastasse irritar Peter derrubando o lixo de uma casa próxima à cena do crime e ‘estacionando’ o carro em cima da calçada, Walter começa a falar de seu casamento com a mãe de Peter (que, btw, agora sabemos que se chamava Elizabeth). Ele diz que ela estava linda e que ele havia guardado seu terno ROXO para o dia em que Peter também se casasse. Peter sorri, mal sabendo do que estava prestes a vir. Walter então cutuca Peter e pergunta se ele acha que ela vai chamá-lo de pai. Peter pergunta quem e Walter responde, como se fosse mais óbvio do que a cor do céu: A Agente Dunham. Milhares de fãs do casal prendem a respiração e arregalam os olhos para ver a reação do filho do cientista: Peter sorri, como dizendo ‘fala sério!’ e responde: Meu palpite seria não.
Vamos analisar essa fala por um momento. Ele poderia muito bem ter dito: O que? Olívia? Não! Mas ao invés disso, ele apenas respondeu a pergunta, dizendo que não acharia que Olívia chamaria Walter de pai. Estão pensando no que eu estou pensando? Se sim, acho que não sou a única a ter desenhado Olívia num vestido de noiva depois de ver esse episódio...
Como se não estivéssemos surtando o suficiente, Walter ainda começa a dizer para Peter não olhar pra ele daquele jeito, que Olívia é tudo o que ele precisa, alguém que pode ver através dele. Ele também diz que Olívia estava linda aquele dia, quando os dois alcançam a loira, e induz Peter a dizer o mesmo e, é com imensa felicidade, que eu digo que ele fala:
Você está linda Agente Dunham.
E Olívia acena com a cabeça, olhando para baixo, claramente envergonhada.
O episódio é interessante, mas as cenas P&O acabam por aí. No próximo episódio...
O negócio é o seguinte: Newton está de volta. Sim, a cabeça congelada ambulante. E ele está tratando de por seu plano de abrir-uma-porta-entre-as-dimensões em ação. Em um de seus testes, ele traz um prédio inteirinho do outro universo. Pois é. No prédio daqui as pessoas morrem ao, literalmente, se fundirem com suas versões alternativas, exceto um homem, pelo qual Walter deduz o que aconteceu (mas devo dizer que o champs morre depois disso).
Lembrando-se de uma experiência que ele havia feito com William Bell, Walter revela que o universo busca igualdade e que se algo veio, algo tem que retornar. É então que o alerta vermelho é ligado: Como impedir que um prédio daqui vá para o outro universo? Bom, isso não se poderia fazer. Mas, porem, entretanto, todavia, eles poderiam identificar o prédio em questão e evacuá-lo antes que ele desaparecesse. Alguém uma vez descreveu a diferença entre um objeto de outro universo e um daqui como um brilho, e adivinhem quem foi? Nossa querida Olívia. O tratamento com Cortexiphan deu a agente do FBI a habilidade de distinguir objetos deste lado com o de lá, só que ela não podia fazer isto mais. Eles então teriam de viajar de volta para Jacksonville, aonde os testes foram feitos, e tratar Olívia com a droga mais uma vez. Entre protestos de Peter querendo impedir Walter de fazer experimentos em Olívia – que é uma fala rápida, porém relevante – eles decidem partir. Descobrimos que os experimentos foram feitos numa creche; em uma sala havia brinquedos e, na outra, cadeiras cheias de fios. Um ambiente tenso que deixa Olívia se sentindo tão mal que saí do local e se senta em um dos balanços que haviam do lado de fora enquanto espera que Walter arrume tudo. Peter chega por trás dela e se senta no balanço ao seu lado. Olívia começa a dizer que tem uma memória muito boa, que ela se lembra de tudo (uma frase intrigante), mas não disso. Peter diz que isso pode ser uma coisa boa e Olívia sorri minuciosamente.
É interessante ver como Peter lida com o fato de que Olívia teve um passado um tanto traumático. Ele vive tentando convencê-la de que o que passou, passou, e que a situação em que ela está agora é melhor do que tudo aquilo.
Eu me pergunto se ele está se projetando nela, considerando o fato de que ele também teve uma vida turbulenta e sua situação atual é uma experiência muito diferente de tudo o que ele já passou. O que eu quero dizer é que Peter ainda não se adaptou com tudo o que está acontecendo. Ou sim, se adaptou, mas inconscientemente está retendo o desejo de voltar a sua antiga vida – o que não seria/é surpreendete a julgar pelas circunstancias em que a mudança ocorreu. Ele está confuso, vulnerável. E creio que isso justifica seus atos no numa certa cena¹ do episódio.
Bom, em resumo, Olívia é tratada novamente, mas parece que nada muda. Numa conversa com Walter ele percebe que o problema está na personalidade de Olívia. Toda a resistência que ela criou fez com que seu medo se adaptasse na forma de raiva, que ela usa para fazer tão bem seu trabalho de agente. Walter diz, apontando a pequena Olívia – ou Olive – na tela da televisão, que ela teria que voltar a ser aquela pequena menina assustada. Que as emoções fortes como medo, raiva ou amor, poderiam ativar as habilidade das crianças tratadas com Cortexiphan e, no caso dela, o medo seria a solução. Mas Olívia não tem mais medo de nada – ela conclui, em resposta a Peter, que mais uma vez pergunta se ela está bem, enquanto se agacha numa sala em que ela queimara usando sua habilidade quando pequena e assustada. O que fazer então?
Eles voltam e começam a tentar encontrar outros meios de identificar o prédio, mas nada parece ser rápido o suficiente. Peter então tenta entrar no sistema da Massive Dinamic e avançar o processo, mas Olívia o interrompe, dizendo que é muito tarde. Que ela havia falhado e ela era a aquela suposta a impedir coisas como essas. Peter se aproxima dela e diz uma das frases épicas do casal:
Eu nunca conheci ninguém que possa fazer as coisas que você faz.
Ele coloca a mão no rosto dela e os dois vão se aproximando. Olívia então percebe e diz que está assustada. Peter pede para que ela não fique e se inclina ainda mais para beijá-la, só que Olívia se da conta do que acabou de dizer e se afasta, dizendo-o mais uma vez: Eu estou assustada. O medo. A chave para sua habilidade.

Antes de contar que Olívia sai correndo e consegue identificar o prédio antes que ele sumisse e salvar centenas de pessoas, oh, eu já disse... Bem, vamos analisar o que aconteceu ali.
Porque Olívia estava com medo? Do que ela estava com medo?
Não, não era por ter falhado e saber que não poderia salvar as pessoas. Ela estava com medo de Peter; mais especificamente, do que ele iria fazer. Eles iriam se beijar. Eles iriam começar um relacionamento. Após tudo o que ela passara com John, é normal que ela sentisse medo. E ela sentiu. Então, é aí que eu agradeço por Fringe ter roteiristas tão maravilhosos, que sabem encaixar a trama na história do nosso casal e assim não estragar a série com o relacionamento dos dois, como muito temem.
Acabou por aí? Não.
No final do episódio vemos Peter agitado em sua casa, conversando ao telefone com Astrid, combinando para que ela fique de babá de Walter naquela noite. Walter então pergunta o que nós queríamos saber: Aonde ele estava indo? Pelo que parece, ele e Olívia combinaram de sair para tomar uns drinks – não, não era um encontro, como o sorridente Walter e nós pensamos que fosse – porque é isso que pessoas normais fazem. Walter faz uma dancinha enquanto Peter sobe as escadas, a cena corta para Olívia, então, que está colocando uma jaqueta de couro. Ela pára em frente ao espelho e solta os cabelos, com um sorriso no canto dos lábios.
É de desmaiar de felicidade, não?
Anyway, Olívia toca a campainha e Peter atente, ambos bastante sorridentes. Olívia continua com o olhar fixo em Peter – até demais, devo dizer – e então seu sorriso de desmancha: Peter está com o mesmo brilho esquisito do prédio sobre si.
Enquanto Peter sai para pegar seu casaco, Walter se aproxima da loira e pede que ela não conte nada a Peter. Ela se vira para ele, com uma expressão de partir o coração, e o episódio termina.
Eu sobrevivi aos dois meses de hiatus entre esse episódio e ‘Peter’, que é basicamente Walter contando para Olívia como o Peter daqui morreu e o nosso foi trazido da outra dimensão. Estou aqui agora, muito orgulhosa de mim mesma, por ser fã desse seriado maravilhoso e surpreendente. Espero que tenham gostado, volto depois – prometo que não vou sumir dessa vez – com os últimos episódios ;D



















